Comitiva de artesãos catarinenses vendeu mais de 1.200 peças, fomentando emprego e renda para o estado – Foto: Divulgação/Sicos
Com um total de 1.228 peças vendidas, a comitiva de artesãos catarinenses alcançou um faturamento de R$ 120.638,00 durante a 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada entre os dias 9 e 20 de julho em Olinda (PE). O resultado expressivo mostra o potencial do artesanato catarinense e sua valorização em eventos de grande porte.
A participação dos artesãos foi viabilizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviço (Sicos), que levou uma comitiva de profissionais selecionados pela Coordenação Estadual do Artesanato. Durante os 12 dias de evento, o estande de Santa Catarina atraiu a atenção do público pela diversidade de técnicas, qualidade das peças e originalidade cultural.
Entre os produtos vendidos estão quadros, molduras, acessórios, itens de decoração, cestos, entre outros. Além das vendas diretas, os artesãos participantes retornam ao estado com novos contatos bem como diversas encomendas.
O diretor de Emprego e Renda e também coordenador estadual do Artesanato, Carlos Alberto Arns Filho, destacou a relevância da presença catarinense. “A participação de Santa Catarina em eventos como a Fenearte é fundamental para dar visibilidade ao nosso artesanato e gerar oportunidades concretas de renda para os profissionais do setor. O resultado financeiro é expressivo, mas o intercâmbio cultural e comercial que ocorre nesses momentos também é muito valioso.”


O artesão catarinense Jair Renato Farias , de Florianópolis, foi um dos vencedores do 9º Salão de Arte Popular Religiosa, com a obra “São Francisco de Assis e os Seres da Criação”, produzida inteiramente com fibras naturais — principalmente a palha da bananeira. A peça foi consagrada na categoria Outras Tipologias e ficou em exposição durante a Fenearte.
Jair é um artista autodidata que se dedica há 36 anos à produção artesanal com elementos naturais. Ele transforma folhas de palmeira, cascas de alho e cebola, fibras de figueira, e, principalmente, a palha da bananeira. A matéria-prima vira, portanto, obras que retratam a religiosidade popular, a cultura e a memória afetiva brasileira. Assim, o destaque são personagens como as benzedeiras, rendeiras e o boi de mamão.
“Teve um momento da minha vida em que decidi largar tudo e viver exclusivamente da arte. Sempre tive paixão, desde criança, mas não era algo valorizado como uma profissão. Quando fiz minha primeira peça com palha de bananeira, as pessoas disseram que ficou ‘bonitinha’. E foi nesse ‘bonitinha’ que eu continuei, fui evoluindo, estudando, aprimorando, até chegar ao trabalho que é hoje: reconhecido e premiado”, conta Jair.
Com a conquista, o artesão receberá o prêmio de R$ 12.286 (valor bruto). Contudo, mais do que a premiação financeira, ele destaca o orgulho de ver seu trabalho valorizado nacionalmente: “É muito gratificante. Estar no Nordeste, onde o celeiro de artistas é imenso, e receber um prêmio de um júri especializado é um reconhecimento que me faz sentir vivo e com ainda mais vontade de continuar criando.”
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