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Brasil Economia

Conta de luz fica mais cara a partir desta sexta; reajuste é o maior em três anos

O aumento médio para os consumidores será de 13,53%

21/08/2025 12h35
Por: Redação Fonte: Engeplus
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste anual da tarifa da Celesc. O aumento médio para os consumidores será de 13,53%, válido a partir desta sexta-feira, dia 22, em toda a área de concessão da distribuidora. 

O aumento nas tarifas é diferente segundo o perfil de consumo. Para residências comuns o aumento será de 12,3%. Já para grandes indústrias será de 15,8% e para pequenos comércios e áreas rurais o reajuste será de 12,41%. 

Parcela A: montante arrecadado na fatura, mas que a Celesc somente repassa a outros agentes do setor, como geração e transmissão da energia, além de encargos setoriais.

Parcela B: montante que cobre os custos operacionais da própria Celesc, como manutenção da rede, investimentos e custos operacionais.

Conforme a Celesc, a maioria do reajuste homologado este ano foi causada por aumentos nos encargos setoriais, que fazem parte da Parcela A e não são controlados pela Celesc. Esses encargos são repassados obrigatoriamente aos consumidores, conforme definido por políticas públicas instituídas pelo Governo Federal.

A Parcela B, referente às despesas operacionais e de infraestrutura da Celesc, teve impacto de apenas 1,04% no reajuste médio.

O principal fator que pressionou a tarifa em 2025 foi o aumento de 36% no valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), em relação ao valor de 2024. Esse fundo federal financia diversos programas e subsídios do setor elétrico, como:

Tarifa Social para famílias de baixa renda

Incentivos para fontes renováveis

Programa Luz para Todos

Descontos na transmissão de energia

Subsídios para regiões isoladas sem conexão com o sistema nacional


Comparativo com anos anteriores

Segundo a Celesc, em 2023, os consumidores industriais tiveram uma redução média de 0,81% na tarifa, enquanto os residenciais receberam um reajuste de 3,64%, abaixo da inflação do período, que foi de 3,99%.

Já em 2024, o reajuste foi de 0,75% para clientes industriais e de 4,19% para residências, pequenos comércios e consumidores rurais (baixa tensão), resultando em um aumento médio geral foi de 3,02%, com uma inflação de 4,5% no período. “Portanto, o principal responsável pelo valor do reajuste tarifário estipulado pela ANEEL para o ano de 2025 foi o aumento dos encargos setoriais, que não são controlados pela Celesc, são repassados obrigatoriamente aos consumidores e não ficam com a distribuidora catarinense”, diz a nota da Celesc. 

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