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Apicultores e meliponicultores expõem produtos premiados na 25ª Feira do Mel de SC

Foto: Bruna de Paula teve o mel de uruçu amarela premiado nacionalmente (Aires Mariga/Epagri)André Sebolt tinha 27 anos quando decidiu trocar o cul...

11/06/2026 14h31
Por: Redação Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC
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Foto: Bruna de Paula teve o mel de uruçu amarela premiado nacionalmente (Aires Mariga/Epagri)

André Sebolt tinha 27 anos quando decidiu trocar o cultivo de morango pela produção de mel em São Bonifácio e Águas Mornas. Uma década depois, ele produz mais de duas toneladas de mel por ano e fornece de 700 a 1.000 abelhas rainhas para o kit apicultor entregue pelo Governo do Estado por meio do programa Terra Boa. 

André é um dos apicultores que estão expondo sua produção na 25ª Feira do Mel de Santa Catarina, que se estende até às 16 horas de sábado, 13, no Largo da Alfândega, em Florianópolis. Ele faz parte da Associação de Apicultores e Meliponicultores da Grande Florianópolis (Apiflor), que conta com 35 filiados. 

“Despertei a vontade de trabalhar com abelhas depois que fiz um curso para jovens na Epagri, em 2006. Já era uma tradição da minha família materna e hoje, além de fonte de renda para mim e minha esposa, considero quase uma terapia. Adoro trabalhar com abelhas, é bem mais fácil do que com humanos”, brinca o apicultor. 

Foto: Reprodução/Secom SC
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Referência nacional e mundial

Santa Catarina vem se consolidando ao longo dos anos como uma referência no mercado brasileiro de mel. O estado tem o melhor índice de produtividade por área do País, 6,8 kg/km² contra média de 4,8kg/km² dos demais. Em 2024, passou a ser o terceiro  maior exportador , com a venda de 5,4 mil toneladas.

O estado também ostenta 7 prêmios de “melhor mel do mundo” da Apimondia, a Federação Internacional das Associações de Apicultores. Entre eles, o  mel de flores de canudo de pito  produzido pela Apiários Real, de São Joaquim, disponível na feira. O canudo de pito é uma planta nativa da região, encontrada em altitudes entre 1.000 e 1.100 metros.

“É um mel diferenciado e único. Por isso, junto com a UFSC e a Epagri, estamos buscando o reconhecimento de sua Indicação Geográfica ”, explica o produtor Joel de Souza Rosa. Ao longo de mais de 30 anos trabalhando com apicultura, ele já agregou valor à produção de mel com o aluguel de colmeias para a polinização dos pomares de maçã. 

Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Outro produto premiado presente na feira é o mel de uruçu amarela da Saburá, de Ratones, em Florianópolis. Ele ganhou o 3º lugar como melhor mel de abelhas sem ferrão no Conbrapi 2026, Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura. “Foi a primeira vez que competimos e já fomos premiados”, conta Bruna de Paula, sócia da Saburá.

Com apoio da Epagri e do Governo do Estado, a Saburá instalou uma unidade de beneficiamento do mel, fundamental para impulsionar as vendas. A empresa também recebeu o selo Arte, certificado de identidade e qualidade que possibilita o comércio nacional de produtos alimentícios elaborados de forma artesanal. 

Potencial de crescimento

Para Rodrigo Durieux da Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, o mercado de mel tem um grande potencial de crescimento no estado e no Brasil. “O consumo per capita em Santa Catarina é de 740 gramas. Se fosse de 1 kg, consumo per capita de muitos países, teríamos que produzir o dobro de mel”, calcula o especialista.

Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Informações e entrevistas: 

Saburá – Florianópolis (48) 99206-6042

Apiflor – Águas Mornas (48) 32451783

Apiários Real – São Joaquim (49) 3233-1433

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99161-6596

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