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Programa de Incentivo ao Esporte auxilia atletas do paradesporto em Joinville

Sabe-se que o esporte adaptado promove uma série de benefícios fundamentais para pessoas com deficiência, impactando não apenas a saúde física, mas...

18/03/2026 16h23
Por: Redação Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Sabe-se que o esporte adaptado promove uma série de benefícios fundamentais para pessoas com deficiência, impactando não apenas a saúde física, mas também aspectos emocionais, sociais e até profissionais. Ele é uma ferramenta poderosa de transformação, promovendo saúde, autonomia e inclusão de forma ampla e significativa.

E são essas experiências que os cerca de 15 atletas do Projeto Educando Através do Atletismo Paralímpico, da Associação Paradesportiva de Deficiência de Joinville (Apadi), estão vivendo no dia a dia nas pistas adaptadas da Associação Desportiva Embraco (ADE) e Associação Atlética Tupy (AAT). O Projeto tem o apoio do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) via Programa de Incentivo ao Esporte (PIE)

Dinâmicas inclusivas

O grupo – composto por crianças (a partir de oito anos de idade) e adolescentes, com diagnostico de transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual (TI) ou síndrome de down, matriculadas na rede regular de ensino – tem aulas três vezes por semana no contraturno escolar que incluem vivências dinâmicas, inclusivas e supervisionadas (por professor de educação física) nas diferentes provas do atletismo paralímpico.

A metodologia das ações do projeto está baseada em três fases complementares: A primeira é a Vivência Esportiva, em que visa aproximar os alunos do universo esportivo de forma lúdica e inclusiva por meio de atividades corporais que estimulem a experimentação. A segunda é a Fundamentação Esportiva, com o intuito de ampliar o repertório motor e introduzir fundamentos do atletismo paralímpico de forma acessível com as atividades voltadas à construção de habilidades básicas com ênfase ao entendimento de regras e estruturas das modalidades.

E por fim a terceira fase, que é a Aprendizagem da Prática Esportiva, em que os participantes serão inseridos em situações que simulem treinos e competições adaptadas, respeitando os limites individuais e o ritmo de evolução com o objetivo de consolidar o aprendizado e promover o protagonismo esportivo dos participantes.

Promoção da formação esportiva

De acordo com Gustavo Pazinato, coordenador da Apadi, que foi fundada no final de 2019, essas metodologias do projeto, apoiado pelo PIE, visa proporcionar um ambiente seguro e acolhedor que estimule o desenvolvimento integral dos participantes, “além de promover formação esportiva com foco educacional, inclusão social, saúde e cidadania”.

Com participação em eventos organizados pela Fesporte como Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina (Parajesc) e Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), Pazinato destaca ainda que o projeto da Apadi beneficia um grupo de pessoas, muitas vezes excluídas, já que crianças e adolescentes com TEA e com deficiência intelectual enfrentam grandes barreiras no acesso a prática esportiva qualificada, segura e inclusiva, destacando que a ausência de oportunidades adequadas contribui para altos índices de sedentarismo, isolamento social e dificuldades no desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional.

Desenvolvendo o socioemocional

Gustavo lembra ainda que o Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas de 2022 destaca que a vivência de atividades físicas na infância é decisiva para o bem-estar ao longo da vida. “E o Projeto Educando Através do Atletismo Paralímpico responde a essa demanda, promovendo inclusão real e formação esportiva. Essa inclusão se dá pelas ações do dia a dia do projeto que busca estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional dos participantes; fortalecer a autoestima e o senso de pertencimento por meio da pratica esportiva regular, além de vivências lúdicas e educativas nas provas do atletismo paralímpico”.

Para Fayola Bueno da Silva, Diretoria de Paradesporto da Fesporte, Santa Catarina já é um estado de grandes nomes no paradesporto. “Temos atletas que representam o Brasil no cenário nacional e internacional, conquistando resultados que orgulham todo o nosso povo. Mas sabemos que o talento não nasce pronto. Ele precisa de oportunidade, estrutura e políticas públicas consistentes. E é exatamente isso que PIE representa para o paradesporto catarinense”.

Fortalecendo o paradesporto

De acordo com Fayola o programa é uma das principais ferramentas do Governo do Estado para fortalecer o paradesporto, ampliar o acesso e garantir continuidade aos projetos nos municípios. “Ele conecta gestão pública, entidades e profissionais, criando oportunidades reais para pessoas com deficiência em todas as regiões”, finaliza.

O PIE tem como objetivo estimular a prática esportiva e fortalecer a implantação de projetos em escolas, associações esportivas, clubes e instituições de ensino. Por meio do programa, entidades podem submeter propostas e captar recursos via incentivo fiscal, permitindo que empresas destinem parte do ICMS devido ao Estado para apoiar iniciativas aprovadas.

Informações adicionais à imprensa
Antonio Prado
Ascom Fesporte
(48) 3665-6127

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