Fotos: Richard Casas/GVG
O aumento da participação efetiva das mulheres na política é fundamental para uma sociedade mais produtiva e igualitária. Essa foi a ideia central da palestra que a vice-governadora Marilisa Boehm preferiu na noite desta quinta-feira, 3, em Balneário Barra do Sul. O evento foi realizado na Câmara dos Vereadores da cidade do Litoral Norte de Santa Catarina durante a Sessão Solene em Homenagem ao Dia das Mulheres.
Para um plenário lotado, a vice-governadora contou sua trajetória como exemplo de que as mulheres “podem ser o que quiserem e estar onde desejarem”. Marilisa destacou seu trabalho como delegada da Polícia Civil em Joinville por quase três décadas, algo raro à época já que a função era majoritariamente executada por homens.
Em 1991 ela criou a primeira Delegacia da Mulher no município e, em 1999, foi nomeada delegada regional, sendo a primeira mulher comandante da corporação. Já aposentada, decidiu entrar na política em 2012. “Disputei vaga na Câmara dos Vereadores de Joinville, obtive votação suficiente para ser eleita, mas faltaram votos pela legenda. Quatro anos depois, com todos considerando que eu teria uma eleição tranquila, decidi aceitar o convite para concorrer à vice-prefeita na chapa liderada pelo ex-deputado federal Marco Tebaldi”, contou.

Marilisa explicou que decidiu contrariar as expectativas para mostrar que as mulheres poderiam, e podem, fazer parte de uma chapa majoritária, algo que nunca aconteceu antes na cidade. “Fizemos uma bela campanha mas o resultado não veio. É como sempre digo, eu perdi, mas ganhei pois, quatro anos depois, duas mulheres se candidataram à prefeita e cinco para vice. Uma delas acabou eleita, está no segundo mandato como vice-prefeita e, ainda neste ano, com a renúncia confirmada do atual chefe do Executivo da cidade, ela será a pioneira, como primeira mulher à frente da prefeitura do maior município de Santa Catarina”, ressaltou.
A vice-governadora fez questão de afirmar que, a mulher entrar para a política não é um assunto de disputa. “Não se trata de querer tomar o lugar dos homens. Não somos melhores nem piores do que eles, apenas temos o direito de também participar e trabalhar por uma sociedade cada vez melhor como nossa determinação e o olhar sensível que é algo nosso, que complementa as características masculinas”, concluiu.
Mais informações:
Jornalista Alessandro Bonassoli
Assessoria de Comunicação
Gabinete da Vice-governadora
(48) 3665-2186
E-mail: alessandro.bonassoli@gvg.sc.gov.br
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