Com o resultado positivo Santa Catarina ocupa a terceira colocação no ranking dos estados.Foto: Marco Favero/Arquivo/SECOMGOVSC
A produção industrial de Santa Catarina encerrou 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, 10. O percentual é mais de cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 0,6% no mesmo período. O bom desempenho do setor industrial acompanha o avanço da economia de Santa Catarina, que lidera o ranking nacional de atividade econômica.
Com o crescimento de 3,2%, Santa Catarina ocupa a terceira colocação no ranking nacional de 2025. O estado ficou atrás apenas de Espírito Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%), impulsionados pelas indústrias extrativas de produção de petróleo e gás. Santa Catarina ficou, portanto, à frente dos vizinhos Paraná (0,3%) e Rio Grande do Sul (2,4%) e de estados como São Paulo (-2,2%) e Minas Gerais (1,3%).
Para o governador Jorginho Mello, a elevação reflete a força do empreendedorismo de Santa Catarina e as medidas de apoio ao setor privado. “A indústria é um dos motores da nossa economia e um grande orgulho para Santa Catarina. Esse resultado positivo é fruto direto da soma de empreendedores com grande visão e de um povo que gosta de trabalhar. Os dados mostram, mais uma vez, que Santa Catarina é um estado que pula o Brasil”, destaca.
Crescimento da indústria da transformação
A alta de 3,2% em Santa Catarina foi puxada pela indústria da transformação, principalmente a indústria pesada. Os segmentos que mais cresceram no período foram a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (10,8%), fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,2%) e fabricação de máquinas e equipamentos (6,3%). Segmentos tradicionais como a fabricação de produtos alimentícios (5,9%) e a fabricação de produtos de minerais não metálicos (5,1%) também tiveram destaque.
“Santa Catarina conta com um ambiente muito favorável aos empreendimentos industriais. O Governo do Estado, por exemplo, oferece programas de incentivo como o Prodec e o Pró-Emprego que são fundamentais para garantir a competitividade do setor. Além disso, temos uma mão de obra qualificada que faz a diferença. Esse crescimento é ainda mais extraordinário quando analisamos os diversos desafios internos e externos que enfrentamos em 2025, como a taxa básica de juros e as tarifas dos EUA”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
Entre os segmentos da indústria catarinense o resultado também foi positivo na fabricação de produtos químicos (3,4%), produtos têxteis (3%) e de celulose e papel (2,1%). Outros segmentos acumularam retração no período. É o caso da metalurgia (-1%), fabricação de móveis (-2,9%), de veículos (-3,6%) e de produtos de madeira (-4,5%).
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