O município de Criciúma registrou um foco do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da dengue para as pessoas, no mês de janeiro, na grande Próspera. Conforme a gerente da vigilância sanitária do município, Katiane Figueiredo, o número é positivo, mas não afasta a necessidade de manter os cuidados e a participação da população na eliminação de criadouros.
Durante todo o ano de 2025, o município registrou 86 focos do mosquito. “Por isso, as ações de combate e vigilância são contínuas, realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde, com monitoramento ativo e medidas de controle vetorial para evitar a proliferação do mosquito”, frisou Katiane.
Em relação aos casos, Criciúma registrou 277 notificações de dengue em residentes do município, sendo que nenhum caso levou a óbito. Segundo a profissional, a maioria dos casos investigados estão relacionados a deslocamento para outras regiões, reforçando a importância tanto da vigilância local quanto do cuidado em viagens. “Dessas notificações, 19 casos foram reagentes, 258 não reagentes, nenhum caso inconclusivo e foram confirmados dois casos autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município”, compartilhou.
No estado de Santa Catarina, a dengue apresentou em 2025 um cenário de maior preocupação. Katiane destacou que foram identificados dezenas de milhares de focos do mosquito Aedes Aegypti em diversos municípios catarinenses. “Além disso, o estado registrou milhares de casos prováveis de dengue, com óbitos confirmados em nível estadual, variando conforme o período analisado. Esse contexto reforça a necessidade de vigilância permanente e integração entre municípios”, frisou.
Ampliação da vacinação em Santa Catarina
O Governo do Estado ampliou a distribuição da vacina contra a dengue para mais regiões catarinenses, seguindo critérios do Ministério da Saúde e priorizando áreas com maior transmissão. “Na região de Criciúma, ainda não há definição sobre a ampliação da vacinação, porém está prevista uma reunião com o estado para alinhamento e definição das estratégias”, relatou.
Apesar de ser de extrema importância, a vacinação não substitui as ações de prevenção. “A vacinação é uma ferramenta importante para reduzir a incidência da doença, proteger os grupos mais vulneráveis e fortalecer a imunidade coletiva, mas não substitui as ações de combate ao mosquito, que continuam essenciais”, expressou.
Principais cuidados, especialmente no verão
Para prevenir a dengue, é fundamental eliminar os criadouros do mosquito;
Eliminar água parada em baldes, pneus, pratos de plantas e recipientes em geral;
Manter caixas d’água e cisternas bem tampadas;
Tratar piscinas com cloro ou mantê-las cobertas;
Limpar calhas, ralos e bandejas que acumulam água;
Permitir o acesso dos agentes de saúde para vistorias e orientações.
Essas medidas são ainda mais importantes nesta época do ano, quando o calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito. “A dengue continua sendo uma doença endêmica no Brasil e em Santa Catarina. Em Criciúma, apesar do baixo número de casos autóctones e da ausência de óbitos, a situação exige atenção constante, com a participação ativa da população e a manutenção das ações de vigilância e prevenção”, finalizou Katiane.
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